Ao afirmar que não mantém relação de proximidade com o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), “há muito tempo”, o senador Cid Gomes (PSB) reacendeu as especulações sobre o distanciamento entre os dois ex-governadores do Ceará e como isso pode refletir nas articulações da base governista para as eleições de 2026.
A declaração, dada ao correspondente do O POVO em Brasília, João Paulo Biage, ocorre em meio ao acirramento de críticas públicas de integrantes da família Ferreira Gomes ao ministro.
Cid governou o Ceará entre 2007 e 2014 e foi o principal fiador político da candidatura de Camilo ao Palácio da Abolição, em 2014. À época deputado estadual pelo PT e menos conhecido publicamente, Camilo foi escolhido por Cid como sucessor, consolidando a aliança que manteria o grupo no comando do Executivo estadual por mais oito anos.
Após dois mandatos como governador, Camilo deixou o cargo em 2022 para disputar o Senado, sendo eleito com votação recorde no Ceará. A sucessão daquele ano, no entanto, marcou uma inflexão na relação entre os grupos que faziam parte da base.
Cid defendia a manutenção da então governadora Izolda Cela à frente da candidatura governista. Derrotado internamente no PDT, que lançou Roberto Cláudio, afastou-se da campanha e não participou ativamente da disputa que terminou com a vitória de Elmano de Freitas (PT) ainda no primeiro turno.
O processo também aprofundou a cisão entre os irmãos Cid e Ciro Gomes, que passaram a trilhar caminhos distintos na política cearense.
(OPOVO) Via Sobral de Prima

Nenhum comentário:
Postar um comentário